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.: Um blog de entrevistas :: histórias : opiniões : música :.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

É FINO!

Quando cheguei ao Amici's [bar, restaurante, pizzaria localizado próximo ao Dragão do Mar, em Fortaleza] eram, mais ou menos, 18h. Passei por entre as mesas e numa delas estavam dois moços e percebi que os rostos eram familiares, mas não reconheci. Eles tomavam cerveja. Entrei no recinto, aonde a banda Fino Coletivo passava o som, que logo mais, na noite do dia 2 de setembro de 2011, iria se apresentar através do projeto Farra na Casa Alheia. Lá encontrei os produtores da festa, que me apresentou o produtor da banda, que me apresentou os dois moços de rosto familiar que bebiam cerveja do lado de fora da casa. Eram os vocalistas Alvinho Lancellotti e Adriano Siri.

Sentei a mesa, liguei meu gravador e...

domingo, 15 de maio de 2011

TEM GENTE DIZENDO QUE ELE É LOUCO

“Tem gente dizendo que eu tô louco, que eu só falo em tirar coco. Realmente eu quero tirar o coco, pra depois quebrar o coco, pra saber se o coco é oco...”

Para quem não conhece, esse é o trecho de "Prá tirar coco", um dos clássicos da música tradicional nordestina que, na noite do dia 30 de abril, na Praça do Ferreira, em Fortaleza, proporcionou um dos momentos auges da festa em comemoração ao dia dos trabalhadores promovida pela CUT-CE (Central Única dos Trabalhadores) e entidades filiadas.

Cantada pelo mestre Messias Holanda a convite de Chico César - cantor e compositor paraibano que se apresentava na ocasião -, ambos se divertiam no palco acompanhados de Lívia Mattos (sanfona), Guegué Medeiros (bateria), Xisto Medeiros (baixo) e Zezinho Pitoco (percussão), além do público que cantava e dançava.

O momento representou muito bem a riqueza e a importância da decisão do então secretário de cultura da Paraíba, Chico César, quando afirmou que não irá pagar cachês para bandas que tocam “forró de plástico”, na festa de São João do estado.

Foto: Paulo Winz (1Bando/RedeCem)
Mas, o que seria forró de plástico e até que ponto um governo pode decidir pela população o que elas devem ou não consumir? Esses são os questionamentos daqueles que consideraram a decisão um tanto equivocada.

Ele responde a essa e outras questões como a lei do direito autoral; a iniciativa dos coletivos que colaboram com trabalhos autorais independentes; novos projetos; e a emoção de tocar na comemoração do dia dos trabalhadores, que contou com a presença de seu irmão Gegê, dirigente da Central de Movimentos Populares (CMP) que, perseguido por quase nove anos, foi recentemente inocentado em júri popular (decisão unânime) das acusações de ter dado fuga a um criminoso e ser mandante de um crime em São Paulo. Até mesmo o promotor de Justiça, Roberto Tardelli, pediu sua absolvição. Atualmente Gegê promete processar o Estado pela criminalização que sofreu em 2002.

sábado, 19 de março de 2011

MOBÍLIA EM QUATRO ESTAÇÕES

Eles tocam pop e tocam rock, mas, definitivamente, não formam uma banda de pop rock, como informava um segurança de uma boate famosa em Fortaleza. Reúnem referências de um "passado sonoro" dando um toque contemporâneo. As músicas representam, como descrito pelos próprios, "retratos sonoros de uma época que sempre volta em busca de renovação, de novos ares, novas visões, diferentes realidades". Essa é a MOBÍLIA, banda autoral cearense que surgiu em 2006 com canções prontas. Composições de Cláudio Mendes (voz, guitarra, violão e teclado) que, na época, tocava em bandas onde suas músicas não se encaixavam. Até conhecer Marcio Holanda (parceiro em algumas composições) e Lucas Ribeiro (baixo), e montar o projeto. "O Daniel [Alencar] (bateria e percussão) veio um pouco depois, mas foi a partir da entrada dele que a gente realmente deu o ponta pé inical, entrou no estúdio e gravou as duas primeiras canções" conta o vocalista.

A banda teve sua estreia no palco do II Prêmio UECE de Música, onde ficaram em 2° lugar com a canção Romance de Entrega, "Foi um impulso legal para o começo", diz Claudio. De lá pra cá gravaram dois álbuns: o primeiro intitulado "A Primavera Chegou" (2007) e o segundo "Até O Inverno Passar" (2008). Atualmente estão produzindo o terceiro (Só pra ver o outono) e o quarto (No fim do verão) para lançar os dois de uma só vez. Isso mesmo! Os quatro CD's irão formar um box baseado nas estações do ano.

O que se vê são quatro elementos que se complementam: Paixão, Equilíbrio, Graça e Cumplicidade. O primeiro vem do idealizador desse projeto, é contagiante ver e ouvir não só a performance no palco, mas o brilho nos olhos de Claudio Mendes ao falar do "filhote". A calma de Daniel, o baterista, serve para trazer o equilíbrio diante da energia dos demais. "O Lucas é o humorista da banda", palavras dos próprios integrantes e, realmente, o cara leva as coisas com bom humor; quando toca, dança de um jeito peculiar, cheio de gingados. A cumplicidade dos três se estende às parcerias de Marcio Holanda, considerado integrante honorário por sua colaboração em várias composições, além de tocar guitarra em algumas apresentações; e de Marcus Vinnie, músico renomado da cidade, que, em alguns shows, traz o seu talento no teclado.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

"DEBAIXO DESTA CINZA TEM MUITA LENHA PRA QUEIMAR"

O título vem da inspiração de Adoniran Barbosa em "Já fui uma brasa", música onde o sambista fala sobre o estouro da então Bossa Nova e "dos meninos deste tal de iê-iê-iê". O poeta do samba paulistano completa centenário este ano e para comemorar, o Brasil inteiro realiza diversas homenagens. Em Fortaleza uma delas aconteceu no I Festival Viçosa Samba Chopp, no período de 12 a 14 de novembro, em Viçosa do Ceará e, claro, os endiabrados Demônios da Garoa estiveram presentes.

Na terceira formação (da original não tem mais nenhum), atualmente com Roberto Barbosa, o "canhotinho" (cavaquinho e vocal), Izael Caldeira (timba e vocal), Ricardinho Rosa, neto do fundador do grupo, Arnaldo Rosa (percussão e vocal), Dedé Paraíso (violão e vocal) e Serginho Rosa (pandeiro, afoxé e vocal), o grupo se caracteriza como os maiores intépretes de Adoniran Barbosa pela forma irreverente e autêntica com que cantam suas composições.


sábado, 6 de novembro de 2010

MUNDO POLITIZADO SOCIALISTA SUSTENTÁVEL LIVRE S/A

Admirador de Millôr Fernandes, Kurt Vonnegut, Angeli, Alan Moore, entre outros nomes do desenho e da literatura, o cantor e compositor Fred Zero Quatro veio à Fortaleza com o Mundo Livre S/A comemorar ao lado de chargistas, ilustradores, animadores, designers e simpatizantes da arte o aniversário de um ano do Baião Ilustrado, evento que reúne essa galera em um ambiente regado a música, cerveja ou destilado, se preferir e, claro, desenhos.

“eu me amarro nessa combinação do traço e conceito” (Fred04)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

QUEM FALOU QUE ACABOU O ROCK'N ROLL?

Tomo a licença de colocar como título deste post o nome do trabalho mais recente de Celso Blues Boy, o cara que introduziu ao Blues uma nova linguagem musical, cantando em português.

O cantor, compositor e guitarrista veio à Fortaleza com sua turnê que está na estrada desde 2008 e tem previsão para encerrar-se em dezembro. Ao lado da banda pernambucana Up Town Band formada por Lula Borges (Baixo), Giovanni Papaléo (Bateria) e Daniel Diniz (Guitarra), se apresenta no Festival itinerante Oi Blues By Night que, na capital cearense, está acontecendo desde agosto no Bar Cultural Acervo Imaginário. O festival em parceria com a Saraiva MegaStore realizou neste mês o primeiro "Workshow Oi Blues by Night" recebendo os fãs da boa música para tirar dúvidas e conferir de perto seu ídolo.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

STRIKE ANYWHERE

É fato que tem cearense em tudo que é lugar do planeta. Até especula-se a existência da conspiração cearense para dominar o mundo. Agora, imagina uma banda cearense em ação, utilizando a música que é considerada linguagem universal. Já dizia um cidadão instigado (por sinal também cearense) “o cabeção vai invadir o mundo”.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

CODINOME "PARCEIRINHO"


George Israel, cantor, instrumentista, integrante da banda Kid Abelha veio à Fortaleza mostrar, também, suas facetas como compositor, mas desta vez em parceria com Cazuza, um dos maiores poetas da música brasileira. Trouxe com ele o tecladista George Fonseca para se apresentar na IV Mostra BNB da Canção Brasileira Independente e no BNB Clube ao lado da banda cearense Vibes, formada por Ricardo Pontes (Voz e Bateria); Fabricio Alves (Baixo) e Rafael Magoo (Guitarra).

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

BLUES ESPONTÂNEO

O segundo show do Oi Blues by Night, maior festival itinerante de Blues do nordeste, trouxe para a capital cearense, no Bar Cultural Acervo Imaginário, um dos maiores guitarristas e vocalistas da atualidade, o gaúcho Fernando Noronha & Black Soul.

A história dessa banda, conhecida por tocar um "electric blues" contemporâneo, iniciou em 1995, onde aconteceu o primeiro show. Dois anos depois, em 1997, foi lançado o primeiro álbum, Swamp Blues, que abriu portas para, em 1998, assinarem contrato com uma gravadora americana para o segundo CD de estúdio, Heartfull of Blues. Em 2011 a banda completa dez anos de turnês europeias desde o lançamento do terceiro disco, Blues From Hell.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

CURUMIN COSMOPOLITA

Curumin é o codinome do multi-instrumentista Luciano Nakata Albuquerque, uma das figuras mais brasileiras que eu já vi, não só pela música, mas pela aparência também. Olhos puxados, pele morena, um paulista descendente de japoneses e espanhóis. Se Brasil é sinônimo de diversidade, quer mais brasileiro que isso?

O nipo-hispano-brasileiro começou a carreira cedo, tocando violão entre os oito e nove anos, já na adolescência montou algumas bandas e começou a querer aprender a tocar bateria. Desde o começo sempre ia em busca dos caminhos que levavam à música “...onde tinha música, onde tinha gente tocando, eu tava indo atrás” conta.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

UM INCENTIVO ROCK’N ROLL

O escritor e jornalista Fernando Sabino deu um grande conselho para Erasmo Carlos quando disse o seguinte: “Erasmo, você quer escrever um livro? Comece.” Foi o que me contou o grande mestre do rock’n roll brasileiro quando lhe perguntei, em entrevista, na IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, sobre o desenvolvimento da obra “Minha fama de mau” - por sinal, excelente. No evento, ele me deu três prazeres: o de assistir ao show, o de conhecer o livro e o de conceder, nos últimos cinco minutos que lhe restavam, antes de ir correndo para o aeroporto, a entrevista que segue abaixo.